PROCURE NESTE SITE

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

És tu mesmo O Messias? (Lc 7,19-23) (16/12/09)

        João Batista queria ter certeza de que era realmente Jesus, O Messias de que o povo estava falando. João estava no cárcere, e como  esperava o Messias, eis por que sentiu a necessidade de mandar seus discípulos para interrogarem a Jesus sobre sua identidade.

        A resposta de Jesus não podia ter sido outra. Foi o mesmo que dizer: Vejam os meus prodígios!   Vejam o que estou fazendo, se eu não fosse o Messias estaria fazendo tantos milagres?

        Toda a ação de Jesus era baseada nas profecias messiânicas a sua demonstração de poder comprovava sua identidade. Porém, alguns ficavam em dúvida. Será que é Ele mesmo?

        Jesus foi O Verbo se fez carne para tornar-nos participantes da natureza divina: Pois esta é a razão pela qual o Verbo se fez homem, e o Filho de Deus, Filho do homem: é para que o homem, entrando em comunhão com o Verbo e recebendo, assim, a filiação divina, se torne filho de Deus.

        Jesus anunciou em sua pregação o Juízo do último Dia. Então será revelada a conduta de cada um e o segredo dos corações. Será também condenada a incredulidade culpada que fez pouco caso da graça oferecida por Deus. A atitude em relação ao próximo revelará o acolhimento ou a recusa da graça e do amor divino Jesus dirá no último Dia: "Cada vez que o fizestes a um desses meus irmãos mais pequeninos, a mim o fizestes" (Mt 25,40).

        Jesus Cristo é Senhor da Vida Eterna. O pleno direito de julgar definitivamente as obras e os corações dos homens pertence a Ele enquanto Redentor do mundo. Ele adquiriu este direito ao passar pela morte de Cruz. O Pai entregou "todo o julgamento ao Filho" (Jo 5,22). Ora, o Filho não veio para julgar, mas para salvar e para dar a vida que está nele. É pela recusa da graça nesta vida que cada um já se julga a si mesmo recebe de acordo com suas obras e pode até condenar-se para a eternidade ao recusar o Espírito de amor. Sendo assim, na verdade Jesus não condena. Nós é que nos condenamos.

         É por isso que devemos tomar muito cuidado com a nossa atitude diante dos chamados de Deus. Recusar o Seu convite de adesão ao seu Plano de Amor é o mesmo que dizer: Eu não creio em Você!  E quem faz isso é porque está sob o domínio daquele que ficou conhecido pelo nome de príncipe das trevas.

        Recusar o chamado de Jesus é o mesmo que se candidatar a condenação.

 

Sal.

http://homiliadominical.blogspot.com/

http://reflexaoliturgiadiaria.blogspot.com/



A genealogia de Jesus Cristo (Mt 1,1-17) (17/12/09)

        O evangelho de hoje mostra que pela genealogia de Jesus Cristo, Ele é  descendente de Abraão. Mas na verdade, Jesus foi gerado pelo Espírito Santo não no seio da Virgem Maria, mas em seu corpo mesmo. A gente diz que foi no seio, por um a questão de respeito, nos recusamos a dizer o local exato, ou seja, o útero. Portanto, Jesus, enquanto Filho de Deus, não é descendente nem de Abraão nem tão pouco de Davi.

        Porém, em sinal de respeito à cultura do tempo de Jesus, a qual considerava as  genealogias como  uma forma literária usada para confirmar a vinculação de uma ou mais personagens de destaque a uma linhagem que recebeu as promessas divinas, são quatorze  as gerações, desde Abraão até o nascimento de Jesus.

        A respeito da concepção virginal de Maria, já houve quem perguntasse se não se trataria aqui de lendas ou de construções teológicas sem pretensões históricas. A isto deve-se  responder: a fé na concepção virginal de Jesus deparou com intensa oposição, zombarias ou incompreensões da parte dos não-crentes, judeus e pagãos. Ela não era motivada pela mitologia pagã ou por alguma adaptação às idéias do tempo. O sentido deste acontecimento só é acessível à fé, que o vê no nexo que interliga os mistérios entre si, no conjunto dos Mistérios de Cristo, desde a sua Encarnação até a sua Páscoa. Por isso o aprofundamento de sua fé na maternidade virginal levou a Igreja a confessar a virgindade real e perpétua de Maria, mesmo no parto do Filho de Deus feito homem. Com efeito, o nascimento de Cristo "não lhe diminuiu, mas sagrou a integridade virginal" de sua mãe. A Liturgia da Igreja celebra Maria como a  "sempre virgem".

        Assim, prezados irmãos, a concepção de Maria pela atuação do Espírito Santo e sua virgindade, é mais um mistério que acompanha a pessoa de Jesus Cristo, e que não podemos entender pela nossa inteligência, mais sim pelos olhos da fé. Mas infelizmente, aqueles de pouca fé, ou os inimigos do catolicismo, se apóiam nesta parte da nossa doutrina para nos questionar, como se tivéssemos inventado tudo isso e mais um pouco.

        É por isso que o olhar da fé pode descobrir, tendo em mente o conjunto da Revelação, as razões misteriosas pelas quais Deus, em seu desígnio salvífico, quis que seu Filho nascesse de uma virgem. Essas razões tocam tanto a pessoa e a missão redentora de Cristo quanto o acolhimento desta missão por Maria em favor de todos os homens.  Jesus é portanto, concebido pelo poder do Espírito Santo no corpo  da Virgem Maria, e é por isso que  a humanidade de Cristo é, desde a sua concepção, repleta do Espírito Santo, pois Deus "lhe dá o Espírito sem medida". É da "plenitude dele", cabeça da humanidade remida, que "nós recebemos graça sobre graça" (Jo 1,16).

 

Sal.

http://homiliadominical.blogspot.com/

http://reflexaoliturgiadiaria.blogspot.com/

José, pai adotivo de Jesus (Mt 1,18-24) (18/12/09)

        José, seu esposo, que era homem de bem, não querendo difamá-la, resolveu rejeitá-la secretamente.

        A reação de José não seria diferente de qualquer um jovem de hoje que  soubesse que a sua namorada estivesse grávida.  Reservo a ele todo direito de ficar  revoltado e cheio de raiva. Porém,  eis que um anjo do Senhor lhe apareceu em sonhos e lhe disse: José, filho de Davi, não temas receber Maria por esposa, pois o que nela foi concebido vem do Espírito Santo.

        Após a conversa do Anjo do Senhor com José, esse passa a aceitar o Mistério da Encarnação com toda a sua boa vontade, de ser o pai adotivo de Nosso Senhor Jesus Cristo.

         Os relatos evangélicos entendem a conceição virginal como uma obra divina que ultrapassa toda compreensão e toda possibilidade humanas: O que foi gerado nela vem do Espírito Santo, diz o anjo a José acerca de Maria, sua noiva (Mt 1,20). A Igreja vê aí o cumprimento da promessa divina dada pelo profeta Isaias: "Eis que a virgem vai conceber e dar à luz um filho" (Is 7,14. É a revelação, em Jesus Cristo, da misericórdia de Deus para com os pecadores. O anjo anuncia a José: Tu chamarás com o nome de Jesus, pois ele salvará seu povo de seus pecados (Mt 1,21).

         O anjo anunciou aos pastores o nascimento de Jesus como o do Messias prometido a Israel: "Hoje, na cidade de Davi, nasceu-vos um Salvador que é o Cristo Senhor" (Lc 2,11). Desde o inicio Ele é "aquele que o Pai consagrou e enviou ao mundo" (Jo 10,36), concebido como "Santo" no seio virginal de Maria. José foi chamado por Deus "a receber Maria, sua mulher", grávida "daquele que foi gerado nela pelo Espírito Santo" (Mt 1,21), para que Jesus, "que se chama Cristo", nascesse da esposa de José na descendência messiânica de Davi (Mt 1,16).

         Então, José foi o guardião de Jesus, seu pai adotivo com toda boa vontade, colaborou com o Plano de Deus, mas não teve nada a ver com a fecundação física do Menino Jesus. E esse Menino de Deus foi submisso a José, e até aprendeu com ele a sua profissão de carpinteiro.

         É tempo de Advento, e as leituras nos colocam naquele clima de expectativa, através dos acontecimentos que anteciparam a chegada de Jesus Menino. Hoje também, vamo-nos colocando neste clima de expectativa da chegada de Cristo em nossa pessoa, em nossa alma. Através de uma conversão que deve acontecer a cada dia, através da reconciliação com nossos irmãos, e da reconciliação com Deus.

 

Sal.

 http://homiliadominical.blogspot.com/

http://reflexaoliturgiadiaria.blogspot.com/



O nascimento de João Batista (Lc 1,5-25) (19/12/09)

                O evangelho de hoje relata mais um dos fatos que marcaram o conjunto de acontecimentos que caracterizaram o clima de espera pelo Messias.  Trata-se do nascimento do profeta João Batista, ao qual Deus confiou a missão de anunciar O Messias Jesus Cristo.

        Foi assim. Zacarias era um sacerdote, cuja esposa chamava-se Isabel, a qual era estéril e não podia ter filhos. Esse casal vivia pedindo a Deus em suas preces diariamente, um filho, porém a idade foi chegando e ambos já estavam desanimados, quando lhe apareceu um anjo do Senhor, que disse que suas preces foram ouvidas e sua esposa iria ter um filho, o qual deveria se chamar João. Mas Zacarias ficou em dúvida por causa da sua idade avançada, e disse ao anjo: Donde terei certeza disto? Pois sou velho e minha mulher é de idade avançada.

         Diante  desse vacilo de fé por parte de Zacarias, o anjo não gostou e aplicou-lhe um castigo temporário, para que ele não duvidasse mais.

Eis que ficarás mudo e não poderás falar até o dia em que estas coisas acontecerem, visto que não deste crédito às minhas palavras, que se hão de cumprir a seu tempo.

         Fico pensando. Se fosse hoje com qualquer um de nós, por maior que fosse a nossa fé, será que não duvidaríamos também?  Chega um anjo, que provavelmente não estaria de asas, mas sim um rapaz com vestimenta normal, e diz que algo muito difícil, para não dizer impossível, iria acontecer. Como por exemplo, eu vou participar da próxima Olimpíada do Rio de Janeiro e vou ganhar uma medalha, na modalidade levantamento de pesos. Realmente, essa notícia daria para balançar por um instante a nossa fé, e pensaríamos. Espere um momento. Eu ouvi isso mesmo? Ou coisa desse tipo. Poderíamos questionar a veracidade da identidade do anjo. Por um instante poderíamos nos esquecer de que para Deus nada é impossível, e fazer um pergunta semelhante a de Zacarias  ao anjo. – Como? Estou velho demais, meu tempo já passou...

        Mas Zacarias e sua esposa viveram o grande milagre que aconteceu pela graça de Deus. Algum tempo depois Isabel, sua mulher, concebeu; e por cinco meses se ocultava, dizendo:
 Eis a graça que o Senhor me fez, quando lançou os olhos sobre mim para tirar o meu opróbrio dentre os homens.

        Por isso, prezado irmão, prezada irmã, hoje quando for rezar, reze com fé. Deus pode tudo. Se ainda não lhe deu aquilo que você tanto pede e espera, não desanime, e continue pedindo.

 

Sal.

--------------------------------------------------------------------------------

        BIOGRAFIA DE JOÃO BATISTA

        João nasceu numa pequena aldeia chamada Aim Karim, a cerca de seis quilômetros lineares de distância a oeste de Jerusalém. Segundo interpretações do Evangelho de Lucas, era um nazireu de nascimento. Outros documentos defendem que pertencia à facção nazarita da Palestina, integrando-a na puberdade, era considerado, por muitos, um homem consagrado. De acordo com a cronologia neste artigo, João teria nascido no ano 7 a.C.; os historiadores religiosos tendem a aproximar esta data do ano 1º, apontando-a para 2 a.C..

        Como era prática ritual entre os judeus, o seu pai Zacarias teria procedido à cerimônia da circuncisão, ao oitavo dia de vida do menino. A sua educação foi grandemente influenciada pelas ações religiosas e pela vida no templo, uma vez que o seu pai era um sacerdote e a sua mãe pertencia a uma sociedade chamada "as filhas de Araão", as quais cumpriam com determinados procedimentos importantes na sociedade religiosa da altura.

        Aos 6 anos de idade, de acordo com a educação sistemática judaica, todos os meninos deveriam iniciar a sua aprendizagem "escolar". Em Judá não existia uma escola, pelo que terá sido o seu pai e a sua mãe a ensiná-lo a ler e a escrever, e a instruí-lo nas atividades regulares.

        Aos 14 anos há uma mudança no ensino. Os meninos, graduados nas escolas da sinagoga, iniciam um novo ciclo na sua educação. Como não existia uma escola em Judá, os seus pais terão decidido levar João a Engedi (atual Qumram) com o fito de este ser iniciado na educação nazarita.

        João terá efetuado os votos de nazarita que incluíam abster-se de bebidas intoxicantes, o deixar o cabelo crescer, e o não tocar nos mortos. As ofertas que faziam parte do ritual foram entregues em frente ao templo de Jerusalém como caracterizava o ritual.

        Engedi era a sede ao sul da irmandade nazarita, situava-se perto do Mar Morto e era liderada por um homem, reconhecido, de nome Ebner.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_Batista

 

Sal.

http://homiliadominical.blogspot.com/

http://reflexaoliturgiadiaria.blogspot.com/



Maria visita Isabel (Lc 1,39-45) (20/12/09)

Ora, apenas Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança estremeceu no seu seio; e Isabel ficou cheia do Espírito Santo.

        Para um incrédulo, a criança se mexeu dentro de Isabel, por estrita coincidência apenas.  Deixe-o continuar a pensar assim. Porque para nós cristãos, Deus é verdadeiro também quando se revela: o ensinamento que vem de Deus é "uma doutrina de verdade". Quando enviou seu Filho ao mundo "para dar testemunho da Verdade": "Nós sabemos que veio o Filho de Deus e nos deu a inteligência para conhecermos o Verdadeiro" Deus.

        Estamos no advento e a mensagem do Evangelho de hoje nos aponta para a vinda do Filho de Deus ao mundo para nos salvar. É O Verbo que se fez carne para salvar-nos, reconciliando-nos com Deus: "Foi Ele que nos amou e enviou-nos seu Filho como vítima de expiação por nossos pecados". "O Pai enviou seu Filho como o Salvador do mundo". E  "Este apareceu para tirar os pecados", ou seja, é o Cordeiro de Deus que veio a nós para tirar os pecados do mundo como o disse João Batista.

        Deus Pai "bolou" este Plano de salvação, porque a  natureza humana estava falida por causa do egoísmo. A natureza humana estava doente, e por isso precisava ser curada; estava decaída e precisava  ser reerguida; estava  morta, e precisava ser ressuscitada. A humanidade havia perdido a posse do bem, e era preciso restituí-la. Estavam enclausurados nas trevas, por isso era preciso alguém que  trouxesse a luz; estavam cativos das tentações de satanás, e então esperavam um salvador; estando  prisioneiros, gritavam por socorro; estando escravos , choravam  por um libertador.

        Portanto, irmãos, Essas razões eram de tal importância que comoveram a Deus a ponto de fazê-lo descer até nossa natureza humana não só para visitá-la, mas para assumi-la para então sentir o que nós sentimos, uma vez que a humanidade se encontrava em um estado tão miserável e tão infeliz.

        Hoje também a natureza humana está decaída pelo pecado, pelas ondas do mal que sacodem a sociedade como uma grande enxurrada que nos arrasta para longe do caminho da casa do Pai. Por isso, nós, cristãos conscientes e atuantes precisamos conscientizar os nossos irmãos, que na Festa de Natal, na qual comemoramos o aniversário de Jesus Cristo, Ele vem nos dar a mão para que  nos levantemos dessa natureza decaída e nos engajemos no grupo dos escolhidos para fortificar o trabalho  missionário da Igreja.

        Por isso vamos relembrar, comemorar o fato de, O Verbo ter- se feito carne para que, assim, conhecêssemos o amor de Deus: E nisto manifestou-se o amor de Deus por nós. Caríssimos.  Deus enviou seu Filho Único ao mundo para que vivamos por Ele, para Ele, e com o próximo. Pois Deus amou tanto o mundo, que deu seu Filho Único, a fim de que todo o que crer nele não pereça, mas sim, tenha um dia a Vida Eterna.

        Que a festa de Natal que se aproxima não seja apenas uma festa de comilanças e de bebedeiras, mais de reflexão sobre o mistério da Fé que não pode ser compreendido pela nossa inteligência, mas sim pelos olhos da própria fé, o mistério que se realizou pela bondade e vontade de Deus Pai, o qual assumiu a natureza humana, nos entregado  Seu próprio Filho, que nos deixou tudo o que precisamos para nos salvar.(Sua palavra, o sacerdote com a absolvição, a hóstia como alimento da alma, Igreja, etc).  Resta de nós uma atitude de resposta condizente com este ato de amor do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.

 

Sal.

 

MARIA MÃE DE CRISTO PELO ESPÍRITO SANTO

        A Anunciação a Maria inaugura a "plenitude dos tempos" (Gl 4,4), isto é, o cumprimento das promessas e das preparações. Maria é convidada a conceber aquele em quem habitará "corporalmente a plenitude da divindade" (Cl 2,9). A resposta divina à sua pergunta "Como se fará isto, se não conheço homem algum?" (Lc 1,34) é dada pelo poder do Espírito: "O Espírito Santo virá  sobre ti" (Lc 1,35).

        A missão do Espírito Santo está  sempre conjugada e ordenada à do Filho . O Espírito Santo é enviado para santificar o seio da Virgem Maria e fecundá-la divinamente, ele que é "o Senhor que da  a Vida", fazendo com que ela conceba o Filho Eterno do Pai em uma humanidade proveniente da sua.

        Ao ser concebido como homem no seio da Virgem Maria, o Filho Único do Pai é "Cristo", isto e, ungido pelo Espírito Santo  desde o início de sua existência humana, ainda que sua manifestação só se realize progressivamente: aos pastores , aos magos , a João Batista , aos discípulos . Toda a Vida de Jesus Cristo manifestará, portanto, "como Deus o ungiu com o Espírito e com poder" (At 10,38).

        Em Maria, o Espírito Santo realiza o desígnio benevolente do Pai. É pelo Espírito Santo que a Virgem concebe e dá à luz o Filho de Deus. Sua virgindade transforma-se em fecundidade única pelo poder do Espírito  e da fé .

        Em Maria, o Espírito Santo manifesta o Filho do Pai tornado Filho da Virgem. Ela é a Sarça ardente da Teofania definitiva: repleta do Espírito Santo, ela mostra o Verbo na humildade de sua carne, e é aos Pobres  e às primícias das nações  que ela o dá a conhecer.

        Finalmente, por Maria o Espírito Santo começa a pôr em Comunhão com Cristo os homens, "objetos do amor benevolente de Deus ", e os humildes são sempre os primeiros a recebê-lo: os pastores, os magos, Simeão e Ana, os esposos de Caná e os primeiros discípulos.

        Ao final desta missão do Espírito, Maria torna-se a "Mulher", nova Eva, "mãe dos viventes", Mãe do "Cristo total ". É nesta qualidade que ela está presente com os Doze, "com um só coração, assíduos à oração" (At 1,14), na aurora dos "últimos tempos" que o Espírito vai inaugurar na manhã de Pentecostes, com a manifestação da Igreja.  (Catecismo da Igreja Católica).

 

Sal.

http://homiliadominical.blogspot.com/

http://reflexaoliturgiadiaria.blogspot.com/



terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Trabalhar na Vinha (Mt 21,28-32) (15/12/09)

        Jesus está se dirigindo aos judeus, especialmente os fariseus, e todos os que se dizendo santos, puros, seguidores da Lei se acham melhores que os outros e merecedores da vida eterna, ao contrário das prostitutas e dos cobradores de impostos, que se consideram pecadores, conformados com a sua situação.

        Jesus desmascara aqueles arrogantes e pretensiosos, propondo uma pequena parábola.  O filho que prometeu trabalhar na vinha e depois não foi, representava os chefes dos sacerdotes e os líderes religiosos que se julgavam os santos, os justos porque observavam a Lei, porém, não passavam de hipócritas, mentirosos, injustos e exploradores dos fracos. Por isso é que Jesus em público, acaba com toda a sua arrogância, colocando-os abaixo dos pecadores mais desprezados da época. Os cobradores e impostos e as prostitutas.

        Este foi o contexto o qual levou a Jesus a falar daquele jeito com os seus oponentes.  "Em verdade vos digo: os publicanos e as prostitutas vos precedem no Reino de Deus!       

        Quer dizer. Os piores pecadores  entrarão no Céu e vocês vão para o inferno.

        E hoje? Será que existe algo semelhante a isso entre nós? Será que existe alguém que se faz ou se considera santo ou santa porém  na verdade são como os sumos sacerdotes?

        Jesus comparou o filho que prometeu ir trabalhar na vinha mais não foi, com os judeus hipócritas que se diziam justos mais na verdade não o era.  Hoje este personagem da parábola de Jesus, representa todo aquele ou aquela que vestem uma capa de puros, de santos, mais por dentro, só Deus sabe o que eles realmente o são.

        Prezadas irmãs, prezados irmãos. Que isto não aconteça a nenhum de nós. Que Deus nos ajude a ser cristãos autênticos de fatos e de atos e não somente de aparências externas e de palavras.

        O personagem da parábola que diz que não vai trabalhar na vinha e acaba indo, Jesus os comparou com os pecadores daquele tempo. Os quais apesar de se julgarem um caso perdido, podem ser perdoados na última hora caso  se arrependerem de verdade e serem salvos,  como foi o caso de Dimas, um dos ladrões ao lado de Jesus na cruz. Hoje esse personagem está representado por todo aquele que mesmo não sendo de nenhuma comunidade, possa fazer o bem, ajudar aos necessitados, sem ficar dizendo que são religiosos. A esses irmãos, nós devemos convidá-los a partilhar conosco da caminhada para a casa do Pai.

 

Sal.

http://homiliadominical.blogspot.com/

http://reflexaoliturgiadiaria.blogspot.com/



segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Quem te deu esta autoridade? (Mt 21,23-27) (14/12/09)

        A segurança e a sabedoria de Jesus ao falar muito incomodava as autoridades religiosas principalmente os fariseus. Um Galileu de origem pobre, que não tinha nenhum estudo específico,  como podia falar com tanta segurança, qual a origem do seu imenso saber?

        Os sumos sacerdotes e os anciãos do povo ficavam muito intrigados, enciumados e preocupados com a sua posição social abalada por um indivíduo que não pertencia a sua classe social superior. Aquilo para eles era uma verdadeira afronta. E por isso perguntaram. Com que direito fazes isto? Equivalente a dizer. Quem você pensa que é? Aqui só nós podemos cantar de galo. Você é sapo de fora!

        Será que eu já vi este filme? Acho que sim.  Certa vez, juntamente com a minha namorada que fazia junto comigo um trabalho catequético com a antiga Cruzada Eucarística num bairro pobre, fomos visitar outra comunidade próxima na intenção de estender a nossa experiência com crianças pós Primeira comunhão. Quando lá chegamos na Capela de N. S. Aparecida, liderávamos uma reunião na qual esboçávamos as nossas experiências  realizadas nas outras comunidades, e propusemos montar também ali, um trabalho semelhante. Ah, pra que!  Lá pelo meio da conversa, uma líder local questionou a nossa atitude, dizendo: Bem pessoal. As nossas reuniões precisam ser mais democráticas. Hoje parece que é o Sal e a Rose que estão liderando, mais das próximas vezes, precisamos nos revezar. Aquilo foi como um barril de água gelada na nossa proposta de um trabalho catequético naquela comunidade de jovens operários. Ficamos sem ação, sem fôlego para continuar.  A Rose muito otimista, com um sorriso tentou se explicar, e justificar a nossa real intenção ali. Tentei deixar bem claro que não estava a fim de tirar o "cargo" de ninguém, nem de ser o dono da verdade. Mas logo percebi que estava diante de ferrenhos líderes socialistas e não necessariamente diante de catequistas católicos. Isto aconteceu por volta dos anos 60 e alguns detalhes eu já não os tenho com muita clareza. Só quero comparar esta experiência, com o evangelho de hoje. Às vezes, tentamos nos introduzir em alguma comunidade, e parece que alguém nos olha com um ar de quem está  querendo perguntar. Com autoridade você faz isso?  

        Prezados irmãos. O nosso saber, o qual vem dos nossos estudos e da iluminação do Espírito de Deus, deve ser compartilhado, e não invejado. Em vez de nos sentir ameaçados, diante de uma irmã, diante de um irmão que tem o dom de falar, de explicar maravilhosamente a mensagem de Jesus Cristo, nós deveríamos convidá-lo para fazer umas palestras na nossa comunidade, e em quantos lugares nós conhecemos que está precisando de uma força nova para conduzir o povo à conversão.  
         Jesus poderia muito bem ter respondido que a sua autoridade e sabedoria lhe vinha de Deus Pai que o enviou. Mas Ele preferiu lançar um enigma inventado na hora. O qual deixou os seus oponentes em um beco sem saída.

        Que Jesus nos ajude para entre nós evangelizadores não haja competição, nem inveja, mas sim, cooperação, compartilhamento e muita fraternidade. Porque aquele que quiser ser o maior deve ser o menor entre todos, se tornando simples e inocentes como uma criança.

 

Sal.

http://homiliadominical.blogspot.com/

http://reflexaoliturgiadiaria.blogspot.com/