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domingo, 20 de março de 2011

Jesus e a Samaritana (Jo 4,5-42) (27/03/11)

        Uma fonte de água que jorra para a vida eterna.

        O encontro de Jesus com a Samaritana na cidade da Samaria, de Sicar, não foi por acaso, tudo foi previamente planejado por Deus, assim como toda a experiência divina e humana de Jesus na Terra. Afinal, não cai uma folha de uma árvore sem que Ele o permita. Aquele encontro sem dúvida fez parte do Plano de Deus para conosco.

        Jesus Deus e homem. Enquanto homem sentiu-se cansado e com sede. Enquanto Deus, fez vir ao poço aquela mulher bem na hora em que Ele estava lá, e revelou toda a sua história.

        E a Samaritana estranhou o fato de Jesus sendo um judeu, falar com ela. Pois os judeus discriminavam e desprezavam os samaritanos por se um povo formado pela miscigenação de várias raças.

        Enquanto Deus, Jesus sabia tudo sobre o passado daquela mulher, nem por isso a discriminou, assim como não discriminou pelo fato dela ser uma samaritana.

        Muitos de nós discriminamos os nordestinos, os negros, os pobres, os analfabetos, os chineses que estão invadindo o Brasil causando o aumento do desemprego dos nossos jovens, discriminamos as mulheres e os homes que são separados, etc.

        Muitas pessoas já me perguntaram, dizendo. Que são separadas e se podem receber a Eucaristia. Eu geralmente passo a bola para um padre, pois como leigo, não tenho competência para responder a essa pergunta.

        Jesus no Evangelho de hoje oferece àquela mulher, a qual já havia passado por várias separações, água viva, a água que mata definitivamente a nossa sede..

        Apesar de Jesus ter condicionado  a oferta da água viva com a presença do seu marido, nestas palavras Ele garante que se a samaritana lhe pedisse, Ele daria a ela aquela água especial.

        "Se tu conhecesses o dom de Deus e quem é que te pede: 'Dá-me de beber", tu mesma lhe pedirias a ele, e ELE TE DARIA ÁGUA VIVA.

        A mulher disse a Jesus:  De onde vais tirar a água viva?

        Respondeu Jesus: "Todo aquele que bebe desta água terá sede de novo.
Mas quem beber da água que eu lhe darei, esse nunca mais terá sede."

        Fico pensando, preocupado com tantas pessoas vítimas de separações, será que não está na hora da gente de se rever a situação dos casais separados?  Conhecemos muitas pessoas infelizes,  por terem sido vítimas de separações, e por não poderem participar da Eucaristia.  São pessoas que hoje estão nesta situação, sem ter nenhuma culpa, pois a causa da separação foi de total responsabilidade do cônjuge: marido ou a esposa.

        Então, se Jesus ofereceu água viva àquela mulher separada várias vezes, porque cada caso de separação não pode ser analisado? Para que os separados (sem culpa) do mundo de hoje não sejam impedidos de comungar?

        Longe de mim estar aqui criticando a minha Igreja. Só estou levantando um questionamento com o objetivo de contribuir para a atualização da presença de Deus no mundo. Através de uma possível tomada de posição, para uma nova atualização. Se estou errado, que alguém me corrija e me convença do contrário. Pois na verdade, a Igreja está perdendo adeptos, pois muitos dos seus filhos, são obrigados a se desgarrarem.

        Jesus que perdoou Madalena, hoje acolhe essa estrangeira discriminada, e que já tinha passado pelas mãos de cinco maridos, foi o mesmo Jesus que nos disse: "Não julgueis e não sereis julgados..."

        Jesus acrescentou que quem receber aquela água iria jorrar água viva pelo mundo, preparando-nos para a vida Eterna.

        E a água que eu lhe der se tornará nele uma fonte de água que jorra para a vida eterna.'

        E a samaritana fez isso. Ela se convenceu que Jesus era o Messias, e saiu dali dizendo a todos o que Jesus tinha feito: porque Ele sabia de toda a sua história.

        Então a mulher deixou o seu cântaro e foi à cidade, dizendo ao povo:
'Vinde ver um homem que me disse tudo o que eu fiz. Será que ele não é o Cristo?'

        Os discípulos não  fizeram nenhum comentário ao ver Jesus conversando com uma mulher. Apesar de terem ficado admirados de ver Jesus falando com uma samaritana, ninguém perguntou ou disse nada.

        Nós também, cristãos continuadores dos discípulos de Jesus, somos assim. Certo?  Nunca fizemos nenhum comentário ou fofoca quando vemos o padre conversando com uma mulher. Nunca fizemos nenhum mau juízo ou julgamento apressado a respeito disso. É certo que devemos zelar pela integridade espiritual dos nossos padres. Mas para isso, ao invés de ficarmos espionando-os, por que não lhe damos calor humano? O carinho que eles precisam e merecem?  Por que não convidamos o vigário para almoçar conosco?

        Certa vez participei de uma paróquia da periferia de gente humilde. Onde a acolhida ao padre pelos paroquianos era uma coisa maravilhosa! Eram tantos que queriam levar o padre para almoçar nas suas casas, que até fizeram uma escala para que ninguém fosse deixado de lado, e ninguém forre privilegiado com a repetição.

        O sacerdote tem o amor e a proteção e a companhia de Jesus  presente sempre ao seu lado. Mas os paroquianos devem fazer a sua parte, acolhendo-os, fazendo-lhes companhia, oferecendo ajuda e apoio, conversando, brincando com os padres, tudo isso na mais perfeita sinceridade e fraternidade.

        Sabemos que somente Deus completa os sacerdotes, mas isso deve se realizar através do carinho sincero e reconhecedor dos fiéis, ou paroquianos, os quais nunca se esquecem as datas de seus aniversários natalinos e de ordenação entre outras coisas.

        Caro leitor, prezada leitora: Hoje Jesus nos mostra como devemos ser. Não discriminar,  acolher, beber da sua fonte de água viva, mas não é só isso. Devemos fazer jorrar esta mesma água em nossos irmãos. E fazemos isso meditando, rezando, participando da Eucaristia, e depois levando a mensagem de Cristo ao Mundo.

 

Sal.

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