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domingo, 19 de junho de 2011

Sugestões de reflexões para a semana (20/06/11 a 26/06/11)

        Boa semana a todos!

 

Segunda-feira (20/06/11) (Mt 7,1-5)

- Aos que têm facilidade em encontrar defeitos (Jailson Ferreira)

- "Não julgueis e não sereis julgados" (Sal)

- Quem sou eu para julgar? (Ana Luíza Medeiros)

 

Terça-feira (21/06/11) (Mt 7,6.12-14)

- Pérolas aos porcos (Sal)

- Coração aberto para conhecer, experimentar e permanecer em Jesus (Ana Luíza Medeiros)

 

Quarta-feira (22/06/11) (Mt 7,15-20)

- Vigilância constante (Raoni Mendes)

 

Quinta-feira (23/06/11) (Jo 6,51-58)

- Corpus Christi: a Festa da Eucaristia (Jailson Ferreira)

 

Sexta-feira (24/06/11) (Lc 1,57-66.80)

- Festa de São João Batista: Religiosa ou profana? (Jailson Ferreira)

- João prepara o caminho do Senhor (Sal)

 

Sábado (25/06/11) (Mt 8,5-17)

- Eu não sou digno... (Ana Luíza Medeiros)

- Jesus cura à distância (Sal)

- Exercitando a fé, a humildade e a amizade (Jailson Ferreira)

- Fé, humildade e sabedoria: Também podemos ter (Manuele Jardim Pimentel)

 

Domingo (26/06/11) (Mt 10,37-42)

- Então eu não sou digno? (Jailson Ferreira)

- É preciso coragem para ser cristão (Sal)

 

Jailson Ferreira

jailsonfisio@hotmail.com

www.reflexaoliturgiadiaria.blogspot.com

Então eu não sou digno? (Mt 10,37-42) (26/06/2011)

        O Evangelho de hoje pode nos levar a um campo minado se não soubermos interpretar bem, de acordo com o contexto em que ele aconteceu.

        Jesus está no meio de um discurso em que prepara seus discípulos para saírem em missão. As palavras são fortes... "Quem ama seu pai, sua mãe, seu filho, sua filha mais do que a mim, não é digno de mim. Quem não toma a sua cruz e não me segue, não é digno de mim."

        Qual é o risco que corro ao querer interpretar esse trecho sem levar em consideração o contexto? É que eu posso chegar a seguinte conclusão: eu não sou digno de Jesus. E já que eu não sou digno mesmo, então... estou perdido!

        Na verdade, nós não somos dignos mesmo. Por vários motivos. Só para citar alguns, o tempo todo estamos colocando outras coisas e pessoas antes dEle na nossa vida.

        Nós dizemos na missa: "Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha morada, mas dizei uma só palavra e serei salvo." E Ele diz. Porque Ele nos ama e quer nos salvar. Ele compreende as nossas fraquezas. Ele sabe tudo pelo que passamos e nos perdoa, da mesma forma como nós perdoamos os nossos filhos quando eles erram. Por mais que eles errem, nós continuamos amando, simplesmente porque eles vieram de nós.

        O contexto do Evangelho de hoje determina que interpretação devemos ter dessas palavras de Jesus. Ele estava fazendo um discurso para os discípulos que seriam enviados em missão. Então Ele estava preparando aquelas pessoas para enfrentarem dificuldades pelo mundo afora. Essas palavras eram necessárias naquele momento, se não a mensagem dEle não teria chegado até aqui, hoje. Os primeiros cristãos precisavam da convicção de que estavam se sacrificando para algo muito maior do que eles poderiam imaginar. E Jesus estava inflamando seus corações para que aqueles discípulos não se abatessem. Ainda hoje, esse é o discurso que é lido para os padres, bispos e missionários leigos que decidem dedicar sua vida à missão de evangelizar.

        E nós que não somos missionários? Nós que temos nosso trabalho, nosso estudo, nossa família para cuidar? O que Jesus diz?

        "Quem der, ainda que seja um copo de água fresca, a um desses pequeninos, por ser meu discípulo, em verdade eu vos digo: não perderá a sua recompensa."

        Em 2Rs 4,8-16 é contada uma história para ilustrar essa recompensa. O profeta Eliseu, quando passava pela cidade de Sunam, ceava na casa de um casal de idosos. Certo dia esse casal resolveu construir, no terraço, um quartinho com cama, mesa, cadeira e um candeeiro para quando o profeta os visitasse, pudesse descansar. Eliseu quis retribuir a gentileza. Quando soube que o casal não tinha filhos, chegou para eles e disse: "Daqui a um ano, neste tempo, estarás com um filho nos braços."

        Quem conhece a cultura daquele povo judeu sabe o quanto que um filho é uma bênção.

        Mas e quanto a amar Jesus mais do que pai, mãe, filho, filha, esposo, esposa? O que significa? Significa que em determinados momentos você poderá ser colocado à prova entre o que Jesus ensinou e o que seus familiares querem de você. E vou ainda mais longe: entre o que Jesus preparou para você e aquilo que você mesmo quer para a sua vida. Em outras palavras... quando você tiver uma decisão a ser tomada, sempre se pergunte que caminho Jesus seguiria. Esse caminho sempre será o da Verdade, da prudência, do Amor.

 

Jailson Ferreira

jailsonfisio@hotmail.com

www.reflexaoliturgiadiaria.blogspot.com