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segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Que ele cresça e que eu diminua (Jo 3, 22-30) (09/01/10)

        Diante da discussão entre os discípulos de João e um judeu, a respeito da purificação, João Batista age com muita habilidade, para resolver aquele desentendimento. Os judeus entendiam a questão da purificação de uma forma totalmente distorcida ao longo dos tempos, enquanto que João Batista e seus discípulos a entendiam da forma que lhes foi inspirada pelo Espírito Santo.

        Mas João está mesmo é preocupado em concluir o seu trabalho de preparação dos caminhos que levam ao Messias. E naquele momento ele já estava quase terminando a sua tarefa. Vejam que Ele afirma: Importa que ele cresça e que eu diminua.

         A figura de João Batista tinha crescido tanto que poderia até prejudicar a pessoa de Jesus Cristo. Por isso é que ele se expressa desse jeito. Ele vê Jesus se aproximando, e diz: "Eis o Cordeiro de Deus, aquele que tira o pecado do mundo". O fato de João apontar Jesus como o Cor­deiro recorda imediatamente a Páscoa da libertação da escravidão egípcia (cf, Êxodo 12,1-14). A prática de Jesus será uma prática de libertação e de passagem da escravi­dão e morte para a liberdade e a vida. Jesus vai tirar o pecado do "mundo". Pecado é adesão a um sistema social que gera a morte do povoe do mundo. Com sua prática, Jesus libertará as pessoas desse sistema de morte. Todavia, isso não se dará sem o enfrentamento do centro do poder, representado pelo Sinédrio, o supremo tribunal que irá condenar e matar Jesus. Mas Jesus ressuscitará e vencerá o poder da morte.

        Em seu testemunho, João afirma que Jesus é mais importante do que ele. Por isso ele, João precisa encolher, para dar lugar ao brilho de Jesus.

        Seria um absurdo também se algum de nós se considerasse tão importante quanto a pessoa de Jesus. Quando estamos dedicados ao nosso trabalho pastoral, missionário, recebemos muitos elogios, que podem por um momento nos envaidecer, nos fazer sentir grande. Cuidado! Grande, Santo é só um. Deus.

        Observem que o próprio Jesus repreendeu aquele jovem quando o chamou de Mestre. Por que Mestre é só o Pai.

        Irmãos. Sejamos humildes. Os elogios são importantes, e até necessários para incentivar alguém que está dando tudo pelo Reino de Deus. Mas vai devagar. Não se ache o máximo diante dos elogios.

        João Batista ao se preocupar em diminuir a sua importância, a sua imagem para que Jesus possa crescer e exercer a sua missão, nos ensina que nenhum líder comunitário deve fazer-se mais importante que o padre, ou o vigário da paróquia.

        Por outro lado, o padre não tem o direito de dificultar o trabalho de um catequista pelo fato dele saber mais que o padre. Pelo fato do catequista ser um iluminado, e muito esforçado. O padre tem por obrigação, arrumar tempo para ler, meditar e rezar muito. Para não se sentir menor que nenhum membro da comunidade paroquial. O padre é o padre. Acima de tudo tem de fazer por merecer a iluminação do Espírito Santo. Tem padre que reclama da repetição do evangelho. Mas fazer o que? É assim mesmo. Os ensinamentos de Jesus são poucos. Podem ser resumidos em duas frases. Amar a Deus e ao próximo. O resto são detalhes, que só com muita iluminação, podemos sempre estar variando para evitar a repetição.

 

Sal.

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