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domingo, 16 de janeiro de 2011

Cristão é aquele que imita a Jesus Cristo (Mt 4,12-23) (23/01/11)

        Jesus não só escolheu nascer num estábulo onde se abrigavam os animais, como também escolheu  a "Galiléia dos Pagãos"  habitada por um povo não hebreu e por isso mesmo desprezado,  para fixar sua residência.

        É por isso que o profeta diz que o país mergulhado nas trevas haveria de contemplar uma grande luz.  E essa LUZ era o próprio Deus na pessoa de Jesus.

        Assim, Jesus escolheu começar e concluir seu ministério entre os humildes, os desprezados, os pagãos, os marginalizados e as vítimas de preconceitos.

        O Evangelho de hoje nos apresenta a vida de Jesus, o início de sua atividade pública, quando sua missão de pregador do Reino decola e atinge a plenitude.

        Prezados catequistas. Nas nossas homilias, sermões e encontro catequéticos, não devemos nos demorar muito no aspecto histórico dos textos bíblicos, mas sim trazer a mensagem para os dias atuais. Perguntando sempre o que o Evangelho e demais leituras querem nos dizer no momento presente.

        Neste evangelho percebemos que Jesus começa sua atividade tomando como referência os sinais dos tempos. E quais são hoje os sinais dos tempos?

        Os noticiários nos mostram a triste realidade causada pelas fortes chuvas. Os nossos irmãos que estão sem água, sem comida, sem abrigo e sem esperança pela dureza de ter de começar tudo de novo.

        Assim como Jesus reage ante os fatos da história que o rodeiam, nós também não podemos ficar de braços cruzados diante de tudo isso sem questionar os verdadeiros culpados pelo EFEITO ESTUFA.

        Jesus não foi um pregador doutrinal teórico. Ele se identificou com a realidade que o cercava: de um lado os privilégios e a injustiça de uma minoria dominante. Do outro lado a exclusão, o péssimo serviço de assistência médica, a pobreza da maioria dos habitantes.  Hoje tudo isso se repete, com exceção da nossa atitude. Pois nós que somos da linha de frente da Igreja, de modo geral ficamos muito acomodados, nos satisfazemos em assistir a nossa missa aos domingos, e voltar para a nossa vidinha, sem nos comprometer em colaborar pela mudança desse quadro caótico em que se encontra a realidade do mundo atual.

        Jesus não fazia simplesmente um anúncio, mas sim, uma provocação para desacomodar a elite dominante, os injustos e ao mesmo tempo conscientizar os pobres que os seus direitos não estavam sendo respeitados, e o quanto  eles estavam sendo lesados ou prejudicados, como os nossos irmãos vítimas das tragédias causadas pelo  EL NIÑO AGRAVADO PELO  EFEITO ESTUFA .

        E NÓS? O QUE ESTAMOS FAZENDO PARA IMITAR O CRISTO? CADÊ AS PASSEATAS EM PROTESTO PELO EFEITO ESTUFA?  CADÊ AS CAMPANHAS DE SOCORRO AOS DESABRIGADOS?

        Jesus, assim como os profetas, denunciava e anunciava para provocar a mudança, para despertar o ânimo daqueles que estavam acomodados em seu sofrimento pensando que tudo aquilo não passava de um castigo de Deus.

        Talvez os nossos irmãos nordestinos hoje discriminados que vieram para o Rio e para São Paulo, em busca de melhores condições de vida, e tiveram de construir seus barracos ou humildes casas em áreas de risco, estejam também pensando assim. Que eles são os culpados e que não merecem uma vida digna mesmo.

        E nós? Que batemos no peito e demonstramos que somos cristãos imitadores de Cristo, será que não concordamos com isso? Será que não botamos a culpa naqueles pobres coitados por terem se aventurado em construir suas habitações em aglomerados de risco e desumanos?  E que neste momento terão de recomeçar do zero por terem perdido tudo?

        A nossa reação pode ser ativa ou passiva diante das tragédias que já ocorreram e que vão ainda ocorrer, pois a estação das águas está apenas começando. Dentro da nossa aparência de cristãos atuantes, pensamos "coitados dos nossos irmãos", e até rezamos rapidamente por eles. Mas no nosso egoísmo, pensamos "que bom que na minha casa está tudo em ordem, pois não serei atingido pelas cheias nem pelos deslizamentos de terras que provocam os desabamentos das casas"...

        Nas leituras de hoje, Paulo em sua carta aos Coríntios nos exorta em nome de Jesus Cristo, a que sejamos todos concordes uns com os outros e que não admitamos as divisões entre nós. Pelo contrário, que sejamos bem unidos na saúde, na hora da festa, assim como na hora da tragédia  no pensar e no falar.

        Caríssimos. Precisamos fazer alguma coisa. O EFEITO ESTUFA não pode continuar matando inocentes e humildes. Temos de denunciar, reclamar, e exigir que haja um controle na emissão dos poluentes na atmosfera.

        Temos de ser cristãos não só apenas teóricos, como também na prática.

        Pois só assim, poderemos nos apresentar à comunidade cristã, como imitadores de Cristo.

 

Sal

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